Por que o FMT?

Em 2019 ocorrerá o Fórum Mundial do Trabalho de Lausanne (FMT). O Fórum irá reunir um grupo diverso de influenciadores para mobilizar toda a igreja, em todos os cantos do mercado de trabalho mundial, para atuarmos como representantes do evangelho.

O desafio

A Bíblia afirma que o trabalho por si só é um chamado legítimo de Deus, trazendo nossas ocupações – e nossas vidas no trabalho – para a esfera de ministério e missão.

No entanto, um dos maiores escândalos de nossos tempos, é a errônea “divisão entre o sagrado e secular” que “permeia o pensamento e ação da igreja”, nos dizendo que “as atividades religiosas pertencem a Deus, e as outras atividades não” (de O Compromisso da Cidade do Cabo).

Devemos recuperar a verdade bíblica de que todo trabalho legítimo – e não somente o ministério profissional – é intrinsicamente valorizado e integral para o trabalho missionário do reino de Deus. O ponto de vista de muitos é que 99% dos cristãos existem somente para apoiar o ministério profissional do 1% restante. É hora de recalibrarmos nossas perspectivas para ver que na verdade o 1% apoia os 99% (Ef 4:11-12). Além disso, precisamos trabalhar rumo a uma visão mais ampla do local de trabalho que inclui as vozes de todas as ocupações, especialmente as que não são ouvidas.

Assim como há 500 anos a reforma protestante chamou os fiéis de volta à palavra de Deus, assim também devemos retornar à verdade bíblica de que cada fiel está envolvido no trabalho de Deus. Somente quando cada cristão está vivendo integralmente em todas as esferas da existência humana – incluindo o local de trabalho –  é que a igreja toda pode verdadeiramente levar todo o evangelho para o mundo todo.

Por que um encontro?

Ao reconhecer o desafio de superar a divisão sagrada/secular no trabalho, muitas redes, eventos e recursos importantes que abordam a intersecção entre fé e trabalho foram formadas nos últimos anos. O Fórum Mundial do Trabalho de Lausanne (FMT) em junho de 2019, no entanto, irá desbravar um novo território, representando os esforços mais concentrados do Movimento de Lausanne até o momento para abordar a divisão entre clero e leigos. O FMT irá juntar todas as correntes do Movimento para que trabalhem juntas nesta questão crítica, buscando colaborar com outras redes e movimentos com foco em fé no ambiente de trabalho que existem ao redor do mundo.

Um dos aspectos mais únicos do FMT será a representação de mulheres e homens de todos os cantos do mercado de trabalho – de fato, pelo menos 50% de todos os participantes serão do mercado de trabalho, um recorde nos grandes encontros de Lausanne. Esta grande representação é deliberada e essencial. No passado, discussões formais sobre fé e trabalho aconteceram somente entre líderes de igrejas, teólogos e profissionais de colarinho branco, excluindo a vasta maioria, cujas vozes não foram ouvidas. Isto inclui os operários ou trabalhadores sem categoria, como os que trabalham no lar, ou com voluntariado ou até mesmo pessoas escravizadas. No FMT, suas vozes serão ouvidas. Além de participantes representando todas as áreas de trabalho, o FMT também irá escolher participantes de todas as gerações, de todas as regiões do mundo (incluindo as regiões onde encontros/discussões sobre fé e trabalho ainda não ocorrerem), além de termos a representação das 35 redes sobre temáticas urgentes de missões.

Com um espectro tão diverso de participantes, o Fórum Mundial do Trabalho será uma oportunidade única para colaborar e refletir sobre como os resultados poderão ser implementados em contextos regionais, locais e em contextos específicos das temáticas. Os participantes poderão explorar pesquisas e recursos para desenvolver novas iniciativas sobre como o povo de Deus poderá “viver, pensar, trabalhar e falar a partir de uma perspectiva bíblica e com eficiência missionária” (CCC II-A-3C). Os participantes também irão buscar formas de incitar os líderes de igrejas a compreenderem o impacto estratégico e potencial de ministério no local de trabalho e “mobilizarem, equiparem e enviarem os membros da igreja como missionários no local de trabalho” (CCC II-A-3D).

O encontro de Wittenberg em 2017 abordou os primeiro dois pontos da visão do Movimento: o evangelho para cada pessoa e uma igreja evangélica para cada povo. O terceiro ponto: líderes como Cristo para cada igreja foi o foco do Encontro de Líderes Jovens de 2016. A esperança é que através do Fórum Mundial do Trabalho de 2019, possamos criar o impulso necessário para um novo modelo missiológico que possibilitará que todos os cristãos trabalhem juntos rumo ao quarto ponto da visão do Movimento, o impacto do reino em cada esfera da sociedade. Esta visão só pode se tornar realidade se todos os Cristãos no mercado de trabalho, em cada esfera da sociedade, forem mobilizados a representarem o evangelho com suas palavras e ações.

Participantes e critérios para indicação

Uma das características importantes de participação do fórum somente sob convite é o processo seletivo baseado em oração, rigoroso e de indicações abertas. Queremos garantir a reunião dos influenciadores certos, de todas as regiões do mundo, de todas as gerações e de todas as 35 redes temáticas.

Esperamos ter entre 500 e 1000 participantes de todo o mundo, dos quais pelo menos metade serão trabalhadores seculares (e não aqueles que recebem rendas de uma igreja ou ministério), pelo menos 30% serão mulheres, e pelo menos 30% serão líderes jovens (40 anos ou menos).

Este é um encontro de participação ativa com engajamento antes, durante e após o encontro em Manila. O prazo para indicação de participantes já terminou.

Contato

Para fazer perguntas ou obter mais informações, escreva para [email protected].

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