Bem-vindo à edição de julho da Análise Global de Lausanne, que também está disponível em inglês e espanhol. Estamos ansiosos para receber suas opiniões e comentários sobre esta edição.

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Nesta edição examinaremos como o terremoto de 2011 no Japão transformou a compreensão do evangelho nas igrejas japonesas; consideramos como alcançar os muçulmanos através da música, com lições vindas do Paquistão sobre como construir pontes; iremos discutir o desafio das “notícias falsas” e seu impacto sobre o testemunho cristão na sociedade de pós-verdades atual; e considerando os seus cem primeiros dias como presidente, perguntamos o que o “efeito Trump” significa para a igreja e missão.

“O grande terremoto do leste japonês de 2011 impulsionou as igrejas japonesas a repensarem como elas se envolvem com o evangelismo e desenvolvimento de igrejas”, escreve Soichi Konda (membro do Comitê Japonese do Movimento de Lausanne). Na região de Tohoku, norte do Japão, há muitos exemplos de pessoas que anteriormente não tinham interesse no evangelho, mas que se tornaram receptivas após o desastre. Tal abertura não se deu por uma grande campanha evangelística ou através de um programa atraente das igrejas. Em vez disso, as pessoas foram atraídas ao cristianismo ao ver Cristo na vida dos voluntários cristãos que, sem pedirem nada de volta, continuavam a ir para as regiões atingidas pelo desastre para oferecer ajuda e suporte. Aprendeu-se muito sobre trabalho como o trabalho de ajuda torna o evangelismo mais efetivo. Começar igrejas em lares parece ser a chave para a multiplicação, sair do prédio da igreja e entrar na comunidade local. As igrejas por todo o Japão deveriam reconsiderar como se envolvem com missões. “A escala sem precedente do desastre abriu os olhos dos cristãos japoneses para uma compreensão mais holística sobre o evangelho e a transformação estimulante na estrutura fundamental das igrejas”, ele conclui.

Eric Sarwar (um dos fundadores do Tehillim School of Church Music and Worship no Pakistão), escreve: “Os métodos tradicionais de missão no Paquistão frequentemente têm pouco impacto. No entanto, a mídia e arte estão surgindo como veículos de evangelização”. Muitas pessoas não sabem que o islamismo é de fato uma fé litúrgica e canônica com práticas musicais distintas. Os praticantes do sufismo são particularmente abertos à expressão artística (poesia, música e dança). O livro dos Salmos é o principal recurso literário e musical para alimentar o envolvimento muçulmano-cristão dentro do compartilhamento da herança divina da música. Etnomusicologia e missiologia podem ajudar a igreja a se envolver com diversas sociedades muçulmanas através da cultura musical islâmica. Eles abrem as possibilidades de um modelo leigo de missão que libera a força dos músicos, cantores e artistas cristãos para testemunharem sobre Cristo no mundo muçulmano. Praticamente 80 por cento dos professores de música em escolas muçulmanas no Paquistão são cristãos. A força missionaria de jovens professores de música cristãos poderia ser treinada e equipada para um papel e missão vibrantes em suas respectivas escolas. No contexto islâmico mais amplo, o sufismo tem um papel importante no envolvimento missionário. O autor conclui com “A música e espiritualidade sufista são pontes em potencial entre corações sedentos e Cristo”.

Para Tony Watkins (Coordenador da Rede de Envolvimento com a Mídia de Lausanne): “Vivemos agora em uma sociedade de “pós-verdades”. O termo “pós-verdade” está intrinsicamente conectado com “notícias falsas”. As notícias falsas se espalham rapidamente pela mídia, frequentemente por causa das agendas políticas. No entanto, frequentemente, nas mídias sociais reportes descuidados e não verificados acabam se espalhando rapidamente. As plataformas de mídia social nos convencem a compartilhar conteúdo através da “prova social”. Também compartilhamos postagens que nos envolvem emocionalmente. Quando os “fatos alternativos” tomam o lugar da verdade, a cultura está em jogo. Quando o discurso público se torna pouco mais que pontos de vista que competem entre sí, cada um dizendo que é um “fato”, qualquer apelo a uma fonte de autoridade, tal como a Bíblia, é neutralizada ao ser considerada somente uma “notícia falsa” antiga. Além disso, suprimir a verdade traz a ira de Deus. Os Cristãos deveriam ser apaixonados pela busca da verdade, pois seguimos Àquele que é a Verdade. Devemos estar preparados para desafiar as afirmações e versões falsas. “Se for para a igreja ter um papel profético dentro da sociedade, devemos ousar em falar precisamente sobre as verdades bíblicas que mais desafiam e trazem desconforto para a sociedade”, conclui.

Para Tom Harvey (Reitor acadêmico do Centro de Oxford para Estudos Missionários): “Os primeiros cem dias são uma medida comum usada para medir a efetividade e impacto dos presidentes dos Estados Unidos”. Na avalição dos primeiros cem dias do Presidente Donald Trump, é importante olhar além dos dados nacionais e internacionais, mas também ao que está sendo chamado de “efeito Trump”. Talvez este seja seu legado que resistirá ao tempo. Apesar de ter uma maioria republicana consolidada no Senado e na Câmera dos Deputados, Trump ainda não conseguiu ratificar nenhuma legislação significativa até o momento em que este artigo foi escrito. Não obstante, ninguém pode negar seu impacto tanto no palco doméstico quanto no internacional.  O uso constante do Twitter por Trump tem sido fútil e deixa a desejar, no melhor dos casos, quando desafia os críticos ou tenta resolver afrontas pequenas. Seu populismo irá catalisar líderes carismáticos com preconceito étnico e ideais anti-imigração. Sua falta de sucesso no legislativo provavelmente irá corroer ainda mais a governança efetiva nos EUA. As falhas de caráter pessoais e políticas de Trump estão afetando negativamente a imagem dos cristãos evangélicos americanos, por causa do apoio oferecido ao Trump. Em sua conclusão, Harvey diz: “A divisão partidária que se aprofunda em todos os setores da sociedade americana terá ramificações significativas para a igreja, e internacionalmente a política do Trump de ‘a América primeiro’ não terá um efeito positivo sobre as missões”.

Esperamos que você ache esta edição estimulante e útil. Nosso objetivo é oferecer uma análise estratégica e de confiança, informação, e perspectiva para que, como influenciador, você esteja bem equipado para a missão global. É nosso desejo que a análise de tendências atuais e futuras e seu desenvolvimento ajude você e sua equipe a tomar melhores decisões sobre a mordomia de tudo que Deus confiou aos seus cuidados.

Envie suas perguntas e comentários sobre esta edição para [email protected]. A próxima edição da Análise Global de Lausanne será lançada em Setembro.

A Análise Global de Lausanne busca oferecer informações estratégicas e de confiança com um ponto de vista internacional formado pelos analistas globais evangélicos para equipar os influenciadores da missão global. Para visualizar edições passadas, visite lausanne.org/lga. A publicação da AGL é supervisionada pelo Conselho Editorial. Os artigos representam diversos pontos de vista que se enquadram em nossos documentos-base. Os pontos de vista e opiniões expressados nestes artigos são dos autores e não refletem necessariamente as visões pessoais dos líderes do Movimento de Lausanne ou das redes temáticas. Perguntas sobre a Análise Global de Lausanne podem ser enviadas para [email protected].

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David Taylor é o Editor da Análise Global de Lausanne. Ele é um analista de relações exteriores com foco no Oriente Médio. Ele trabalhou durante 17 anos no Ministério de Relações Exteriores e da Commonwealth, com foco especial no Oriente Médio e Norte da África. Em sua experiência seguinte, trabalhou 14 anos como Editor para o Oriente Médio e editor adjunto do Daily Brief na Oxford Analytica. David agora divide seu tempo entre trabalhos de consultoria para a Oxford Analytica, o Movimento de Lausanne e outros clientes. Ele trabalha também com a Christian Solidarity Worldwide – CSW, a Religious Liberty Partnership e outras redes internacionais com foco em liberdade religiosa.