A inovação exige concentração para ser eficaz. O debate acerca da inovação tem estado focado, no geral, no desenvolvimento de negócios e em avanços tecnológicos. Consideremos, então, qual o significado de inovação quando aplicada à tarefa de levar o evangelho a todo o mundo.

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O destaque que Lausanne dá à missão integral é um bom ponto de partida. O Compromisso da Cidade do Cabo afirma:

Missão integral significa discernir, proclamar e viver a verdade bíblica de que o evangelho é a boa nova de Deus, através da cruz e da ressurreição de Jesus Cristo para indivíduos e para a sociedade e para a criação. Todos os três estão feridos e sofrem por causa do pecado; todos os três estão incluídos no amor redentor e na missão de Deus; todos os três devem fazer parte da missão global do povo de Deus.[1]

O discípulo de Jesus possui três obrigações interligadas com respeito ao evangelho bíblico: discernir, proclamar e viver.

Tomando esta definição de missão integral como ponto de partida, podemos dizer que o discípulo de Jesus possui três obrigações interligadas com respeito ao evangelho bíblico: discernir, proclamar e viver. O crente as põe em prática em três contextos de missão integrados: a vida individual, na sociedade e na criação.

No que diz respeito à inovação, esta área de aplicação ainda é extensa. No entanto, é adequada para este artigo.

Inovação: o que significa?

Já muito foi escrito sobre inovação. Uma pesquisa rápida no Flipkart e na Amazon apresenta mais de 76.000 obras. Na verdade, um levantamento bibliográfico de literatura acadêmica sugere 41 definições diferentes para inovação.[2] Portanto, se inovação aparenta ser algo avassalador, é porque é. Larry Keeley oferece uma descrição exímia no seu livro sobre inovação e a disciplina de construção do progresso: “Devido à sobreutilização, à má utilização, à propaganda e ao entusiasmo, a palavra inovação perdeu o significado na sua essência. É comum confundirmos o resultado com o processo, e descrevemos tudo com um grau máximo de entusiasmo.”[3]

Tal como em tudo, precisamos escolher uma direção e avançar. Gostaria de começar por explicar qual é, na minha opinião, a melhor forma de encaixe entre inovação e missão integral. A maior parte do que é escrito sobre inovação vem dos campos da tecnologia e dos negócios. A área de inovação social também tem tido um crescimento explosivo. A missão integral partilha alguns aspectos destas indústrias, embora com ênfase na transformação pessoal e social:

  • A definição de inovação nas áreas tecnológica e empresarial é simples e nos dá parte da resposta: “a criação de uma oferta nova viável”.[4]
  • A outra parte da definição pode ser encontrada no campo da inovação social: “a criação e implementação de novas soluções para problemas sociais”.[5]

Daqui podemos construir uma definição que se ajusta à nossa missão: A inovação para a missão integral é a criação de soluções novas e sustentáveis para os problemas existente, ao discernir, proclamar e viver as boas novas de Deus junto de indivíduos, sociedades e na criação.

A inovação missionária é a criação de soluções novas e sustentáveis para os problemas que a missão integral da igreja enfrenta.

Ou, para resumir: A inovação missionária é a criação de soluções novas e sustentáveis para os problemas que a missão integral da igreja enfrenta.

Lembre-se de que estes comportamentos e contextos estão todos interligados. Tal como afirma o Compromisso da Cidade do Cabo: “A nossa proclamação [evangelismo] tem consequências sociais quando convocamos as pessoas ao amor e ao arrependimento em todas as áreas da vida. E nosso compromisso social tem consequências para a evangelização na medida que testemunhamos da graça transformadora de Jesus Cristo.”[6]

A presença da palavra “sustentável” nesta definição pode causar alguma confusão. Ela indica a diferença entre uma ideia intuitiva e uma inovação. Em certas ocasiões, temos a certeza de que algo está certo, ou pensamos numa ideia e sabemos que ela é formidável sem necessidade de análise ou planejamento.[7]Até aí, tudo bem. O que transforma esta ideia em inovação é a capacidade de ela se autossustentar ao longo do tempo.

Se alguém estiver num bairro pobre de São Paulo e pensar numa forma de trazer dentistas respeitados e de confiança para servir a população, isso é maravilhoso. Mas até esses dentistas estarem, de fato, servindo as pessoas com regularidade, a ideia não passa disso mesmo, e não é inovação.

Aprendendo com as indústrias inovadoras

Com esta definição à mão, vamos olhar para algumas características da inovação social e das indústrias inovadoras na área dos negócios e da tecnologia. O objetivo é aprender com elas e aplicar o que for útil para os nossos ministérios.

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Áreas de inovação

Num artigo da publicação sueca Journal of Systems and Software, os autores identificam quatro áreas gerais para a inovação: produtos, processos, mercados e organizações.[8] A Revista de Administração Mackenzie, editada no Brasil, publicou recentemente uma edição especial dedicada à inovação social. Aqui, inovação social é definida em termos gerais para incluir campos semelhantes: novos produtos e serviços, e novos planos sociais, organizacionais e institucionais.[9] Poderíamos elaborar uma lista quase infindável dos tipos de inovação existentes. Contudo, não nos surpreende encontrar focos de inovação no campo missionário, já que os registos bíblicos apontam para isso mesmo desde o Gênesis.[10]

Here is a short list of missions innovations. They are in four categories: products, services, processes, and organizations. See the endnotes for more information about them.

icon-products Produtos:

  • Materiais Simply the Story.[11]
  • O BibleBox, um dispositivo que permite partilhar recursos bíblicos e de discipulado digitais usando uma rede Wi-Fi própria.[12]

icon-services Serviços:

  • O serviço Jesus.net.[13]
  • Treinamento para formação de movimentos de discipulado (Disciple Making Movements).[14]
  • Ministérios de recuperação ambiental: conservação do elefante asiático na Índia pela organização A Rocha.[15]

icon-processes Processos:

  • Aceleração da tradução da Bíblia: a organização Wycliffe Associates desenvolveu um processo que facilita a tradução da Bíblia para idiomas falados como o faz para idiomas escritos’.[16]
  • Tradução da Bíblia com auxílio de software e da comunidade.[17]
  • O processo do Jesus.net para ajudar pessoas na transição do contato pela internet à integração numa igreja local.[18]

icon-organization Organizações:

  • Melhoria do desempenho estrutural ao incluir mais mulheres nas lideranças de organizações.[19]
  • O ministério Betel que procura restaurar e libertar, a longo prazo, pessoas cujas vidas foram afetadas por vícios.[20]
  • Scatter Global, uma nova abordagem ao ministério no mercado laboral. “Vá e leve seu trabalho consigo”. Uma comunidade de cristãos que ajuda profissionais a irem para os mercados menos alcançados do mundo.[21]
  • Fresh Expressions, “uma nova forma de igreja, num mundo em rápida mudança, que serve quem está fora da igreja convencional, que escuta as pessoas e se introduz na sua cultura, dá prioridade ao discipulado e produz, intencionalmente, comunidade cristã”. Existe principalmente no Reino Unido, mas também está presente noutros países europeus e nas américas.[22]
  • Eden Vigil, um projeto missionário ambiental da Christar. “Os missionários ambientais são aqueles que são enviados para ambientes transculturais, para cooperar com Cristo no cuidado pelo ambiente e fazer discípulos entre todos os povos.”[23]
  • Organizações de justiça social como a International Justice Mission.[24]

Desafios da inovação

É preciso oração, planejamento e muito trabalho para transformar uma ideia intuitiva numa empresa inovadora aplicada à missão integral.

As probabilidades são desfavoráveis

Infelizmente, nem todas as tentativas de inovar têm êxito. Larry Osborn, na sua obra Innovation’s Dirty Little Secret (em tradução livre: “O pequeno segredo sujo da inovação”), revela que a maioria das inovações e novos empreendimentos fracassa. Na verdade, Neil Patel escreveu na revista Forbes que 90 % das startups desaparece no primeiro ano.[25] Embora isto possa não ser totalmente verdade quando aplicado às startups de âmbito missionário, a realidade traz à tona a necessidade de orarmos com critério. É preciso oração, planejamento e muito trabalho para transformar uma ideia intuitiva numa empresa inovadora aplicada à missão integral.

A transformação social é incerta

Será que o seu ministério holístico no setor social trará a transformação do evangelho à sociedade? Os resultados não são claros. Uma análise de mais de 1000 inovações sociais em todo o mundo concluiu que “a relação entre inovação social e mudança social é, ainda, uma área com muito por explorar”.[26] No entanto, outros investigadores descobriram que grupos de pessoas com “práticas sociais e estilos de vida modificados e alternativos são a base, e também os impulsionadores relevantes, da mudança social transformadora”.[27] Isto nos dá esperança. É precisamente este o resultado de crer em Jesus. A transformação social irá melhorar através da santidade e da oração continuadas, em conjunto com a medição das mudanças na sociedade que resultam dos ministérios orientados para a missão integral.

O discernimento é uma obrigação da missão integral

No início deste artigo vimos que uma das obrigações da missão integral é discernir a verdade bíblica de que o evangelho são as boas novas de Deus. O evangelho tem muitas facetas. Estas incluem sermos criados à imagem de Deus, o pecado, a vergonha, o amor, a reconciliação, a humildade, o entendimento, a realidade de um Jesus judeu durante a ocupação Romana de Israel, entre muitas outras.

Aquilo que são boas notícias para uma cultura poderá nunca penetrar o coração de outra. Uns poderão rejubilar com a maravilha de terem sido criados à imagem de Deus, outros sentir vergonha por pecados individuais. Como inovar nestas circunstâncias? Como podemos ter discernimento para criar materiais evangelísticos? Será que inovamos nos serviços ou nas formas de viver o evangelho?

É necessária maior profundidade de pensamento, espiritualidade e amor. Aqueles que refletem com seriedade acerca destas coisas nem sempre são os que transformam ideias em inovação. Aqueles que inovam nem sempre passam semanas e meses meditando sobre estas matérias. Precisamos trabalhar em conjunto pela causa do evangelho. Quem pensa deveria encorajar quem faz e vice-versa.

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A metodologia Lean Startup pode ser útil

A metodologia Lean Startup pode favorecer o sucesso da inovação do leitor.[28]Um exemplo é a inovação social trazida pela organização Give Her Life (GHL), uma startup que tem como objetivo prevenir o homicídio com base no sexo dos bebês: famílias que matam ou abortam meninas por haver uma preferência cultural e econômica por rapazes.[29] Esta prática é generalizada na Ásia Oriental e do Sul.

Embora muitos intervenientes no setor social estejam a trabalhar há décadas para combater a seleção com base no sexo, comprovou-se a grande complexidade desta prática, o que a torna quase imune à intervenção. A Índia tem sido um local onde este tipo de homicídio acontece com maior frequência, por isso, foi aí que a GHL começou por desenvolver serviços de escala reduzida. Porém, encontraram desafios consideráveis no ecossistema, incluindo um clima político deveras hostil para com a sociedade civil[30].

Isto deu origem a um pivô estrutural. A GHL passou a se focar na população da Ásia Oriental e do Sul residente nas proximidades da sua sede, em Los Angeles, e descobriu que o homicídio de crianças com base no sexo prevalecia de igual modo neste grupo demográfico. Este pivô tirou partido de um ecossistema mais saudável para a ocorrência de transformação, o que permitiu à GHL maximizar a sua contribuição ímpar. Dada a complexidade do problema, e a falta de métodos de intervenção comprovados, tem sido essencial manter a dinâmica de aprendizagem-resposta em ciclos curtos com os pivôs especializados descritos pela metodologia Lean Startup.

A chamada do evangelho exige planejamento e ações com maior divergência, criatividade, inovação e com uma reflexão mais profunda.

Conclusão

A inovação para a missão integral corresponde à criação de novas soluções sustentáveis para os problemas enfrentados ao discernir, proclamar e viver as boas novas de Deus à escala individual, em sociedade e na criação. A chamada do evangelho exige planejamento e ações com maior divergência, criatividade, inovação e com uma reflexão mais profunda. Tudo para levar o evangelho aos confins da Terra.

Outras fontes úteis:

Para abordar problemas sociais complexos:

  • Zaid Hassan, The Social Labs Revolution: A New Approach to Solving Our Most Complex Challenges (San Francisco, CA: Berrett-Koehler Publishers, 2014).
  • David Peter Stroh, Systems Thinking For Social Change: A Practical Guide to Solving Complex Problems, Avoiding Unintended Consequences, and Achieving Lasting Results (White River Junction, VT: Chelsea Green Publishing, 2015).

Para empreendedorismo social/espiritual:

  • David Bornstein, How to Change the World: Social Entrepreneurs and the Power of New Ideas, updated edition (New York: Oxford University Press, 2007).
  • Alan Hirsch and Tim Catchim, The Permanent Revolution: Apostolic Imagination and Practice for the 21st Century Church (San Francisco: Jossey-Bass, 2012).

Inovação:

  • Larry Keeley, et al, Ten Types of Innovation: The Discipline of Building Breakthroughs (Hoboken, NJ: Wiley, 2013).
  • Tom Kelley and Jonathan Littman, The Ten Faces of Innovation: IDEO’s Strategies for Beating the Devil’s Advocate and Driving Creativity Throughout Your Organization (New York: Currency/Doubleday, 2005).

Endnotes

  1.  The Cape Town Commitment, Lausanne Movement (2011), I.7.A, https://www.lausanne.org/content/ctc/ctcommitment.
  2. Henry Edison, et al, ‘Towards Innovation Measurement in the Software Industry,’ Journal of Systems and Software 86 (May 2013) 5: 1394. doi:10.1016/j.jss.2013.01.013.
  3. Larry Keeley, et al, Ten Types of Innovation: The Discipline of Building Breakthroughs (Hoboken, NJ: Wiley, 2013), 4.
  4. Ibid., 5
  5. Paul Tracey and Neil Stott, ‘Social Innovation: A Window on Alternative Ways of Organizing and Innovating,’ Innovation 19 (December 2016) 1: 51. doi:10.1080/14479338.2016.1268924.
  6. The Cape Town Commitment, Lausanne Movement (2011), I.10.B, https://www.lausanne.org/content/ctc/ctcommitment.
  7. Malcolm Gladwell, Blink: The Power of Thinking Without Thinking (New York: Back Bay Books, 2007) is a great book discussing the intuitive idea or creative leap.
  8. Edison, et al, ‘Towards Innovation Measurement,’ 1394-95.
  9. Social innovation is broadly defined as the emergence of new social, organizational and institutional arrangements or new products and services designed to address aspirations, to meet needs, or to bring about a solution to a social challenge.’ Claudia Bitencourt, et al, ‘Introduction to Special Edition on Social Innovation: Researching, Defining and Theorizing Social Innovation,’ RAM, Revista de Administração Mackenzie, 17 (2016) 6: 14.
  10. Innovation and social innovation have been happening since the beginning of the societies described in the book of Genesis. For products, Genesis 4:21-22 tells of Jubal who was ‘the father of all who play stringed instruments and pipes’ and Tubal-Cain who ‘forged all kinds of tools out of bronze and iron.’ The innovation of new building techniques in Genesis 11 using ‘brick instead of stone, and tar for mortar’ was applied poorly in the building of the Tower of Babel but they were new techniques. When Joseph, a follower of God, was given success by God he started ‘social services’ for the government of Egypt to save it and his family from famine. For organizations, we have to jump to 1 Chronicles 4:21 (NRSV) which says that some of the descendants of Shelah, son of Judah, were ‘families of the guild of linen workers’ and others were potters. Social innovations came from God in the book of Leviticus. Here God outlines how social norms should be formed for the caring of the poor, the maintaining of land ownership, and how the year of jubilee was to function. These laws were in many ways different from those of the peoples living around them. There are also examples in the New Testament of people giving of themselves and caring for the needy like the Apostles in Acts 6, Dorcas in Acts 9, and the Apostle Paul’s collection for the poor mentioned in Acts 24 and Romans 15.
  11. Simply the Story, accessed May 13, 2017, http://simplythestory.org/oralbiblestories/ .
  12. BibleBox, accessed October 31, 2015, http://biblebox.org/.
  13. Jesus.Net, n.d., https://jesus.net/.
  14. Cityteam IDisciple. n.d., https://idisciple.cityteam.org/.
  15. ‘Asian Elephant Conservation,’ A Rocha, accessed May 12, 2017, http://www.arocha.in/projects/asian-elephants/.
  16. ‘Press Release,’ Wycliffe Associates,’ n.d. https://www.wycliffeassociates.org/who-we-are/for-the-press/press-release/665.
  17. ‘A New Era in Bible Translation: Sovee Smart Engine & Community-Empowered Translation’, Mission Frontiers, (September-October 2015), accessed March 22, 2017, http://www.missionfrontiers.org/issue/article/a-new-era-in-bible-translation.
  18. ‘Jesus.Net Ministry Process-Defined,’ Jesus.Net, n.d., https://jesus.net/jesus-net-ministry-process-defined/.
  19. One area of potential social innovation that has been gaining some attention in the last few years is the participation of women in mission and mission leadership. Leanne M. Dzubinski, ‘Innovation in Mission: Women Workers in the Harvest Force,’ Evangelical Missions Quarterly 46 (2010) 2: 150-56. Including more women in leadership is an organizational innovation already gaining attention in business because of the improved organizational performance. Some mission agencies are beginning to take note of this and include women in their leadership teams as well. When we look at the least-reached people around the globe, many are women with little access to education or technology, living in isolated rural areas with little access to the gospel. Shawna Warner, et al, ‘Justice Meets Justification: Women’s Need for Holistic Ministry in World Mission,’ Missiology 45 (2016) 1: 67-87.
  20. ‘Betel Life,’ Betel International, n.d., http://betel.org/our-program/betel-life/.
  21. Scatter Global, accessed May 13, 2017, https://www.scatterglobal.com/.
  22. ‘Growing Church,’ Fresh Expressions, accessed May 13, 2017, http://www.freshexpressions.org.uk/.
  23. ‘Eden Vigil Home,’ Eden Vigil, n.d., http://www.edenvigil.org/.
  24. ‘International Justice Mission,’ International Justice Mission, n.d., http://www.ijm.org.
  25. Neil Patel, ‘90% Of Startups Fail: Here’s What You Need To Know About The 10%,’ Forbes. n.d., http://www.forbes.com/sites/neilpatel/2015/01/16/90-of-startups-will-fail-heres-what-you-need-to-know-about-the-10/.
  26. Jürgen Howaldt, et al, ‘Social Innovation: Towards a New Innovation Paradigm,’ RAM, Revista de Administração Mackenzie, 17 (2016) 6: 28, doi:10.1590/1678-69712016/administracao.v17n6p20-44.
  27. Ibid., 38.
  28. Eric Ries, The Lean Startup: How Today’s Entrepreneurs Use Continuous Innovation to Create Radically Successful Businesses, 1st ed. (New York: Crown Business, 2011).
  29. Give Her Life’s website is http://www.giveherlife.org/.
  30. A general article about NGOs in India getting shut down:  http://timesofindia.indiatimes.com/india/fcra-licences-of-20000-ngos-cancelled/articleshow/56203438.cms Some of the big NGOs that have been shut down and have been in the news are Compassion International and the Public Health Foundation of India, which is the largest public health NGO in India, largely funded by the Gates Foundation
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Paul Dzubinski é Diretor do RDW Launch Lab, o laboratório de inovação da Frontier Ventures. Há muitos anos que serve povos da diáspora e foi plantador de igrejas na Europa. Vive atualmente em Los Angeles com a sua esposa.