Nota do Editor: O Movimento de Lausanne encomendou do artista Bryn Gillette uma série de quatro quadros correspondentes às quatro partes que formam a visão do Movimento: “O evangelho para cada pessoa, uma igreja evangélica para cada povo, líderes como Cristo para cada igreja e o impacto do reino em cada esfera da sociedade.” As pinturas foram reveladas, uma por vez, durante os últimos quatro anos nos encontros de Lausanne relacionados à cada tema da visão, com a última pintura sendo revelada no encontro mais recente, o Fórum Mundial do Trabalho. No FMT com participantes de cada canto do mundo, Bryn teve a sensação surreal de que ele havia entrado em uma de suas obras de arte, conhecendo pessoas pelas quais orava e pintava, a noiva de Cristo de todas as partes do mundo. O artista disse: “Minha oração seria para que essas pinturas fossem como quatro janelas abertas, dando um vislumbre do bater do coração de Lausanne, o bater do coração de Cristo.” Assista a entrevista completa (somente em inglês), seguido pelos seus comentários sobre cada um dos quatro quadros.

Do artista

Eu tive o grande privilégio de ser o artista residente do Movimento de Lausanne nos últimos anos, trabalhando como embaixador artístico do reino de Deus e escrivão visual deste movimento tão querido. Eu gostaria de reconhecer, com humildade, que apesar de quaisquer talentos que eu tenha recebido como presentes de Deus, as melhores partes deste trabalho aconteceram através de mim de forma colaborativa pelo corpo de Cristo e não vieram de mim. Gosto de ser cauteloso ao avisar que eu simplesmente ofereço alguns ingredientes dos pensamentos e orações que foram parte da realização destas obras, pontos de partida para nosso diálogo e descoberta, já que os componentes melhores e mais profundos do significado destas pinturas talvez não sejam ainda conhecidos, e certamente não vêm de mim.

Me senti tão honrado e ao mesmo tempo desafiado por essa oportunidade de pintar um tema tão monumental.  Que imagem poderia capturar a magnitude do amor de Deus pela interminável diversidade cultural e humana? O processo artesanal foi o ato de internalizar a visão quádrupla do Movimento de Lausanne, ou os quatro pilares do Movimento, como eu os vejo. Sinto que precisei fazer um alongamento interno para poder abraçar os ideais, eu oro para que as obras resultantes sejam como orações pintadas e inspirem quem as vir com uma paixão maior por mobilizar a igreja toda a levar todo o evangelho ao mundo todo.

Primeiro pilar de Lausanne: “O evangelho para cada pessoa”

Tinta acrílica sobre painel de madeira. Approx. 51x 81 cm. 2016.

Ressaltando alguns dos elementos que incluí na pintura: o pescador no centro da imagem está jogando sua rede sobre todo o mundo (os continentes estão contornados em dourado), como se vistos inesperadamente de lado com uma cruz central formada pelo equador e linha internacional da data ancorando a obra. A rede brilha com luzes azuis e brancas espalhadas pelo globo, como uma foto de satélite que mostra a densidade populacional e profeticamente declara nossa oração para que o amor de Deus envolva cada um dos povos do planeta e que Ele ilumine a escuridão que ainda existe no mundo com a luz do evangelho.

Segundo pilar de Lausanne: “Uma igreja evangélica para cada povo”

Tinta acrílica sobre painel de madeira. approx. 51x 81 cm. 2017.

O Novo Testamento nos fala da igreja mundial totalmente realizada como a noiva imaculada que espera o retorno de seu noivo, Cristo. De pé na Nova Jerusalém, esta noiva foi retratada de forma sutil através de seus pés, em escala planetária, plantados na Terra Santa, segurando a chama do evangelho em sua mão, enquanto a luz do fogo laranja é levada por muitos crentes em cada canto do mundo. Como a palavra de Deus não volta vazia, o vestido da noiva absorve pequenas pessoas incontáveis em azul e branco de todas as tribos, línguas e nações que fluem para consumar sua expressão completamente realizada. Que nossa paixão por ver a igreja toda completamente curada, unificada, purificada e restaurada à sua identidade de noiva imaculada de Cristo nos compila a levar o evangelho a todo mundo com zelo temperado pela humildade.

Terceiro pilar de Lausanne: “Líderes como Cristo para cada igreja”

Tinta acrílica em painel de madeira. approx. 51x 81 cm. 2018.

O terceiro pilar do Movimento de Lausanne toma a forma do Bom Pastor sentado entre suas ovelhas.   Vinhetas rodeiam a figura central como sugestão dos diversos papeis que esses pastores desempenham ao redor do mundo, da imagem icônica do fundador Billy Graham pregando ao jovem rei Davi com seu rebanho, uma mulher exercendo capelania militar e um pastor asiático servindo a santa ceia. OsLobos rodeiam no fundo da imagem e alusões à escuridão e perigo rodeiam o rebanho, mas o Bom Pastor se senta no centro de seus protegidos como uma força tranquila de refúgio espiritual e amizade. Que os líderes das igrejas ao redor do mundo possam derivar a compaixão, sabedoria, liderança e amor sacrificial de darem suas vidas pelas suas ovelhas e lavarem os pés de seus discípulos da verdadeira fonte destas qualidades: Jesus Cristo.

Eu quis cravar o DNA, o coração, do que significa pastorear, transmitir e empoderar na pintura, para tal, convidei um dos meus alunos, Andre Knotts, para trabalhar comigo nos estágios iniciais deste quadro. Trabalhamos juntos orando sobre o projeto e esboçamos as imagens, construímos a tela, e pintamos as camadas fundamentais abstratas, lado a lado. Andrew pintou diversos dos lobos do quadro e sou muito grato por sua colaboração generosa.

O quarto pilar de Lausanne: “O impacto do reino em cada esfera da sociedade”

Tinta acrílica sobre painel de madeira. Approx. 51x 81 cm. 2019.

A quarta e última obra da série dos Pilares do Movimento de Lausanne busca resumir as outras três obras e representar a visão global do reino de Deus entrando nas sete esferas culturais. Em uma recombinação temos o pescador do primeiro pilar, “O evangelho para cada pessoa”, a noiva do segundo pilar, “Uma igreja evangélica para cada comunidade”, e o Bom Pastor do terceiro pilar, “Líderes como Cristo para cada igreja”. Cristo agora está coroado como o rei glorioso e triunfante, seu reino de ponta cabeça sutilmente infunde cada esfera, isso não acontece da mesma forma como os líderes desse mundo subjugam seus súditos, mas sim através do serviço altruísta. Cada uma das sete esferas está em um continente diferente do planeta e estão sendo esmigalhados pela futilidade das instituições humanas enquanto servos como Cristo carregam o DNA do reino de Deus na forma de triângulos equiláteros (representando a trindade) que se juntam à infraestrutura de hexágonos como um favo de mel. A inspiração vem da estrutura atômica do nitrogênio, o elemento atômico com sete elétrons, sete prótons e sete nêutrons (777) representados aqui como o reino de Deus tecido de uma escala universal da menor partícula subatômica da criação. As sete esferas estão posicionadas de forma semelhante à composição do nitrogênio, que possui dois níveis de elétrons. No anel interno, próximo do núcleo, há dois elétrons, representando as esferas da Família (a pintura de Michelangelo “A criação de Adão”, com as pirâmides africanas) e Religião (uma remixagem da Noiva em Rio de Janeiro, Brasil).  No anel externo temos os outros 5:

  1. Negócios [Horizonte de Dubai, Emirados Árabes]
  2. Governo [A Cidade Proibida da China e a Torre de Babel]
  3. Educação [Universidade de Cambridge, Reino Unido, alma mater do John Stott, retratada logo abaixo]
  4. Arte [Opera de Sydney, Austrália]
  5. Mídia [Hollywood, Califórnia, EUA]

Que o centro de tudo, o Senhor Jesus Cristo, restaure as famílias na terra e sua noiva – a igreja, para que a igreja toda, cem porcento de seus membros, levem consigo o evangelho para cada esfera da sociedade por todo mundo.

Bryn Gillette é um pintor e professor de arte. Ele vive na Carolina do Norte (EUA), com sua esposa e seus quatro filhos. Para mais informações sobre o artista e as pinturas feitas para o Movimento de Lausanne, visite bryngillette.com.

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